O primeiro análogo nacional da semaglutida chega ao mercado 66% mais barato que o Ozempic. O que isso muda para quem busca tratamento de emagrecimento no Brasil.
A EMS, maior laboratório farmacêutico do Brasil, confirmou nesta segunda-feira o preço de lançamento do Ozivy — seu análogo de semaglutida aprovado pela ANVISA em maio de 2026. O medicamento chegará às farmácias em 15 de junho de 2026 pelo preço de R$ 452, tornando-se a opção de semaglutida mais acessível do mercado brasileiro.
Para entender o impacto, basta comparar com o que existe hoje. O Ozempic, da Novo Nordisk — referência no mercado de semaglutida — custa entre R$ 1.200 e R$ 1.500 ao mês dependendo da dose. O Ozivy chega com um preço inicial de R$ 452, representando uma economia de até 66% em relação ao produto original.
Ambos têm o mesmo princípio ativo — a semaglutida — e atuam pelo mesmo mecanismo: agonismo do receptor GLP-1, que reduz o apetite, retarda o esvaziamento gástrico e regula a glicemia. A diferença está no processo de fabricação: o Ozempic é um produto biológico, enquanto o Ozivy é produzido por síntese química — o que reduz os custos de produção e, consequentemente, o preço ao consumidor.
Essa é a pergunta mais importante — e exige honestidade. O Ozivy foi aprovado pela ANVISA para diabetes tipo 2, não para obesidade. Isso significa que a indicação formal para emagrecimento depende de uso off-label (fora da bula), que é possível mas precisa de avaliação médica cuidadosa.
O Ozivy estará disponível nas principais redes de farmácia a partir de 15 de junho de 2026. A EMS indicou que a distribuição será nacional, cobrindo tanto farmácias físicas quanto canais digitais autorizados.
O Mounjaro (tirzepatida) e o Ozivy são medicamentos diferentes. O Mounjaro age em dois receptores (GLP-1 e GIP), enquanto o Ozivy age em apenas um (GLP-1). Em estudos comparativos, o Mounjaro produziu perda de peso maior — mas a um custo também significativamente maior (R$ 900 a R$ 2.500/mês).
O Ozivy não substitui o Mounjaro — mas cria uma escada de acesso: quem não conseguia pagar o Ozempic pode agora começar pelo Ozivy e, dependendo dos resultados e da orientação médica, avaliar a migração para tirzepatida.
Leia nossa análise completa sobre a aprovação pela ANVISA e o que mudou no mercado de GLP-1 no Brasil.
Análise completa do Ozivy →Aviso médico: As informações deste site têm caráter educativo. Não substituem consulta, diagnóstico ou prescrição médica. Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.